29 de mar de 2009

27 de mar de 2009

A GRATIDÃO

O homem, por detrás do balcão olhava a rua de forma distraída. Uma garotinha se aproximou da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrina

Os olhos da cor do céu brilharam quando viu determinado objeto.

Entrou na loja e pediu para ver o colar de turquesas azuis. "é para minha irmã Pode fazer um pacote bem bonito?"

O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou: "quanto dinheiro você tem?"

Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós. Colocou-o sobre o balcão e feliz, disse: "isto dá, não dá?"

Eram apenas algumas moedas, que ela exibia orgulhosa.

- Sabe, eu quero dar este colar azul para a minha irmã mais velha. Desde que morreu nossa mãe, ela cuida da gente e não tem tempo para ela. É aniversário dela e tenho certeza que ela ficará feliz com o colar que é da cor dos seus olhos."

O homem foi para o interior da loja, colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde.

- Tome, leve com cuidado.

Ela saiu feliz, saltitando pela rua abaixo.

Ainda não acabara o dia quando uma linda jovem de longos cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis, adentrou a loja.

Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou:

- Este colar foi comprado aqui?

- Sim, senhora.

- E quanto custou?

- Ah, falou o dono da loja, o preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o freguês.

A moça continuou: "mas minha irmã tinha somente algumas moedas. O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo!"

O homem tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e devolveu à jovem.

- Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar - disse ele.

- Ela deu tudo o que tinha.

O silêncio encheu a pequena loja, e duas lágrimas rolaram pelas faces jovens, enquanto suas mãos tomavam o embrulho e ela retornava ao lar, emocionada.

..........................

Verdadeira doação é dar-se por inteiro, sem restrições. Gratidão de quem ama não coloca limites para os gestosde ternura.

E a gratidão é sempre a manifestação dos espíritos que têm riqueza de emoções e altruísmo.

Sê sempre grato, mas não espere pelo reconhecimento de ninguém.

Gratidão, como amor, é também dever que não apenas aquece quem recebe, como reconforta quem oferece.

Mente Humana

A mente humana grava e executa tudo que lhe é enviado,seja através de palavras, pensamentos ou atos, seus ou de terceiros, sejam positivos ou negativos, basta que você os aceite. Essa açao sempre acontecerá, independente se traga ou não resultados positivos para você. Um cientista de Phoenix - Arizona queria provar essa teoria. Precisava de um voluntário que chegasse às ltimas conseqüências. Conseguiu um em uma penitenciaria. Era um condenado à morte que seria executado na penitenciária de St Louis no estado de Missouri onde existe pena de morte executada em cadeira elétrica. Propôs a ele o seguinte: ele participaria de uma experiência científica, na qual seria feito um pequeno corte em seu pulso, o suficiente para gotejar o seu sangue até a ultima gota final. Ele teria uma chance de sobreviver, caso o sangue coagulasse. Se isso acontecesse, ele seria libertado, caso contrário, ele iria falecer pela perda do sangue, porém, teria uma morte sem sofrimento e sem dor. O condenado aceitou, pois era preferível do que morrer na cadeira elétrica e ainda teria uma chance de sobreviver. O condenado foi colocado em uma cama alta, dessas de hospitais e amarram o seu corpo para que não se movesse. Fizeram um pequeno corte em seu pulso. Abaixo do pulso, foi colocado uma pequena vasilha de alumínio. Foi dito a ele que ouviria o gotejar de seu sangue na vasilha. O corte foi superficial e nao atingiu nenhuma artéria ou veia, mas foi o suficiente para ele sentisse que seu pulso fora cortado. Sem que ele soubesse, debaixo da cama tinha um frasco de soro com uma pequena válvula. Ao cortarem o pulso, abriram a válvula do frasco para que ele acreditasse que era o sangue dele que estava caindo na vasilha de alumínio. Na verdade, era o soro do frasco que gotejava. De 10 em 10 minutos, o cientista, sem que o condenado visse, fechava um pouco a válvula do frasco e o gotejamento diminuía. O condenado acreditava que era seu sangue que está diminuindo. Com o passar do tempo, foi perdendo a cor e ficando cada vez mais pálido. Quando o cientista fechou por completo a válvula, o condenado teve uma parada cardíaca e faleceu, sem ter perdido sequer uma gota de sangue. O cientista conseguiu provar que a mente humana cumpre, ao pé-da-letra, tudo que lhe é enviado e aceito pelo seu hospedeiro, seja positivo ou negativo e que sua ação envolve todo o organismo, quer seja na parte orgânica ou psíquica. Essa história é um alerta para filtramos o que enviamos para nossa mente, pois ela nao distingue o real da fantasia, o certo do errado, simplesmente grava e cumpre o que lhe é enviado. "Quem pensa em fracassar, já fracassou mesmo antes de tentar"

24 de mar de 2009

O PODER DA EDUCAÇÃO

O PODER DA EDUCAÇÃO

Conta-se que o legislador Licurgo foi convidado a proferir uma palestra a respeito de educação. Aceitou o convite, mas pediu, no entanto, o prazo de seis meses para se preparar. O fato causou estranheza, pois todos sabiam que ele tinha capacidade e condições de falar a qualquer momento sobre o tema e, por isso mesmo, o haviam convidado.

Transcorridos os seis meses, compareceu ele perante a assembléia em expectativa. Postou-se à tribuna e logo em seguida, entraram dois criados, cada qual portando duas gaiolas. Em cada uma havia um animal, sendo duas lebres e dois cães. A um sinal previamente estabelecido, um dos criados abriu a porta de uma das gaiolas e a pequena lebre, branca, saiu a correr, espantada. Logo em seguida, o outro criado abriu a gaiola em que estava o cão e este saiu em desabalada carreira ao encalço da lebre. Alcançou-a com destreza trucidando-a rapidamente.

A cena foi dantesca e chocou a todos. Uma grande admiração tomou conta da assembléia e os corações pareciam saltar do peito. Ninguém conseguia entender o que Licurgo desejava com tal agressão. Mesmo assim, ele nada falou. Tornou a repetir o sinal convencionado e a outra lebre foi libertada. A seguir, o outro cão. O povo mal continha a respiração. Alguns mais sensíveis levaram as mãos aos olhos para não ver a reprise da morte bárbara do indefeso animalzinho que corria e saltava pelo palco. No primeiro instante, o cão investiu contra a lebre. Contudo, em vez de abocanhá-la deu-lhe com a pata e ela caiu. Logo ergueu-se e se pôs a brincar. Para surpresa de todos, os dois ficaram a demonstrar tranqüila convivência, saltitando de um lado a outro do palco. Então, e somente então, Licurgo falou;

"Senhores, acabais de assistir a uma demonstração do que pode a educação. Ambas as lebres são filhas da mesma matriz, foram alimentadas igualmente e receberam os mesmos cuidados. Assim igualmente os cães". "A diferença entre os primeiros e os segundos é, simplesmente, a educação". E prosseguiu vivamente o seu discurso dizendo das excelências do processo educativo.

"A educação, baseada numa concepção exata da vida, transformaria a face do mundo". "Eduquemos nosso filho, esclareçamos sua inteligência, mas, antes de tudo, falemos ao seu coração, ensinemos a ele a despojar-se das suas imperfeições. Lembremo-nos de que a sabedoria por excelência consiste em nos tornarmos melhores".

Percebe-se, portanto, que:

A educação não se constitui em mero estabelecimento de informações, mas sim de se trabalhar as potencialidades interiores do ser, a fim de que floresçam, à semelhança de bela e perfumada flor.

Texto enviado por Fernando Mineiro - fernando-mineiro@br.inter.net

Esta mensagem é oferecida por: Motivação em Rede

19 de mar de 2009

Redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco - Recife)

¨Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se

encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto

plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o

artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas

com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco

átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios

de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O

substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem

ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se

insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as

reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice.

  

De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o

substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco

tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador

recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára

justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão

verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram

alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave

e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo

para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele

começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu

forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos

os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.

  

Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo

seu ditongo crescente: abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que

nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise

quando ela confessou que ainda era vírgula ele não perdeu o ritmo e

sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.

  

É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente

oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela

totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias,

parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns

minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto,

ia tomando conta.

  

Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era

um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome

do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a

porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele

tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois,

que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e

exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica,

ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e

declarou o seu particípio na história.

  

Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora

por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu

adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem

comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois,

com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado

para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o

ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma

mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de

um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria

com um complemento verbal no artigo feminino.

  

O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido

depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto

final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo,

jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua

portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa

conclusiva."

17 de mar de 2009

* CRISE MUNDIAL *

Texto atribuído ao Neto, MENTOR MUNIZ NETO, diretor de criação e sócio da Bullet, uma das maiores agências de propaganda do Brasil,sobre a crise mundial.*
 
*"Vou fazer um slideshow para você. Está preparado? *
*É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.*
*Os slides se sucedem.*
*Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.*
*Durante décadas, vimos essas imagens.*
*No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.*
*A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.*
*Dizem que 40 bilhões de dóares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.*
 
*Resolver, capicce?
 
Extinguir.*
 
*Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado. Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.*
*Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse.*
*Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia.
 
Bancos e investidores.**
 
Como uma pessoa comentou, é uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar... *
 
*Se quiser, repasse, se não, o que importa? *
*"O nosso almoço tá garantido mesmo**.."*

Puculando...

Desesperado, o chefe olha para o relógio, e já não acreditando que um funcionário chegaria a tempo de fornecer uma informação importantíssima para uma reunião que estava começando, liga para o dito cujo: - Alô! - atende uma voz de criança, quase sussurrando. - Alô. Seu papai está? - Tá... - ainda sussurrando. - Posso falar com ele? - Não. - disse a criança bem baixinho. Meio sem graça, o chefe tenta falar com algum outro adulto: - E a sua mamãe? Está aí? - Tá. - Ela pode falar comigo? - Não. Ela tá ocupada. - Tem mais alguém aí? - Tem... - sussurra. - Quem? - O "puliça". Um pouco surpreso, o chefe continua: - O que ele está fazendo aí? - Ele tá conversando com o papai, com a mamãe e com o "bombelo"... Ouvindo um grande barulho do outro lado da linha, o chefe pergunta assustado: - Que barulho é esse? - É o "licópito". - Um helicóptero!? - É. Ele "tloce" uma equipe de busca. - Minha nossa! O que está acontecendo aí ? - o chefe pergunta, já desesperado. E a voz sussurra com um risinho safado: - Eles tão me "puculando"...

 

...Nany...

 

16 de mar de 2009

RETROCESSO

O visitante estranhou porque, quando o levaram para conhecer a sala de aula do futuro, não havia uma professora – robô, mas duas. A única diferença entre as duas era que uma era feita totalmente de plástico e fibra de vidro – fora, claro, a tela do seu visor e seus componentes eletrônicos – e a outra era acolchoada. Uma falava com as crianças com sua voz metálica e mostrava figuras, números e cenas coloridas no seu visor, e a outra ficava quieta num canto. Uma comandava a sala, tinha resposta para tudo e centralizava a atenção dos alunos, que pareciam conviver muito bem com a sua presença dinâmica, a outra dava a impressão de estar esquecida ali, como uma experiência errada.

O visitante acompanhou, fascinado, uma aula como ela seria num futuro em que o computador tivesse substituído o professor. O entendimento entre a máquina e as crianças era perfeito. A máquina falava com clareza e estava programada de acordo com métodos pedagógicos cientificamente testados durante anos. Quando não entendiam qualquer soisa as crianças sabiam exatamente que botões apertar pra que a professora – robô repetisse a lição ou, em rápidos segundos, a reformulasse, para melhor compreensão ( As crianças do futuro já nasceram sabendo que botões apertar).

- Fantático – comentou o visitante

- não é? – concordou o técnico, sorrindo com satisfação.

Foi quando uma das crianças, errando o botão, ´rendeu o dedo no teclado da professora – robô. Nada grave. O teclado tinha sido cientificamente preparado para não oferecer qualçquer risco aos dedos infantis. Mesmo assim, doeu, e a criança começou a chorar. Ao captar o som do choro nos seus sensores, a professora – robô desligou-se automaticamente. Exatamente, ao mesmo tempo, o outro robô acendeu-se automaticamente. Dirigiu-se para a criança que chorava e a pegou no colo acolchoado e dizendo palavras de carinho e conforto numa voz parecida com a do outro, só que menos metálica. Passada a crise, a criança, consolada e reestabelecida, foi colocada no chão e retomou seu lugar entre as outras. A segunda professora – robô voltou para o seu canto e se desligou enqunto a primeira voltou a vida e à aula.

_       Fantástico – repetiu o visitante.

_       Não é – concordou o técnico, ainda mais satisfeito

_       Mas me diga  uma coisa... – começou a dizer o visitante.

_       Sim?

_       Se entendi bem, o segundo robô só existe para fazer  a parte mais digamos, maternal do trabalho pedagógico, enquanto o primeiro faz a parte técnica.

_       Exatamente.

_       Não seria mais prático – sugeriu o visitante – reunir as duas funções num mesmo robô?

_       Imediatamente o visitante viu que tinha dito uma bobagem. O técnico sorriu com com condescendência.

_       Isso – explicou – seria um retrocesso.

_       Por quê?

_       Estaríamos de volta ao ser humano!

E o técnico sacudiu a cabeça, desanimado.

Decididamente, o visitante não entendia de futuro.

 

Luis Fernando Veríssimo.

12 de mar de 2009

VIVER NÃO DOI

Carlos Drumond de Andrade

Definitivo, como tudo o que é simples.

Nossa dor não advém das coisas vividas,

mas das coisas que foram sonhadas

e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer,

apenas agradecer por termos conhecido

uma pessoa tão bacana,

que gerou em nós um sentimento intenso

e que nos fez companhia por um tempo razoável,

um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos

o que foi desfrutado e passamos a sofrer

pelas nossas projeções irrealizadas,

por todas as cidades que gostaríamos

de ter conhecido ao lado do nosso amor

e não conhecemos, por todos os filhos que

gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,

por todos os shows e livros e silêncios

que gostaríamos de ter compartilhado,

e não compartilhamos.

Por todos os beijos cancelados,

pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante

e paga pouco, mas por todas as horas livres

que deixamos de ter para ir ao cinema,

para conversar com um amigo,

para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe

é impaciente conosco,

mas por todos os momentos em que

poderíamos estar confidenciando a ela

nossas mais profundas angústias

se ela estivesse interessada

em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu,

mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos,

mas porque o futuro está sendo

confiscado de nós, impedindo assim

que mil aventuras nos aconteçam,

todas aquelas com as quais sonhamos e

nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

A resposta é simples como um verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo,

mais me convenço de que o

desperdício da vida

está no amor que não damos,

nas forças que não usamos,

na prudência egoísta que nada arrisca,

e que, esquivando-se do sofrimento,

perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.

O sofrimento é opcional.

5 de mar de 2009

Auxílio Mútuo

"O galardão das boas obras é tê-las feito. Por isso, não pode haver melhor prêmio." Sêneca
Auxílio Mútuo Em zona montanhosa, através de região deserta, caminhavam dois velhos amigos, ambos enfermos, cada qual a defender-se quanto possível contra os golpes do ar gelado, quando foram surpreendidos por uma criança semi-morta na estrada, ao sabor da ventania de inverno. Um deles fixou o singular achado e exclamou, irritadiço: Não perderei tempo! A hora exige cuidado para comigo mesmo. Sigamos à frente. O outro, porém, mais piedoso, considerou: Amigo, salvemos o pequenino. É nosso irmão em humanidade. Não posso - disse o companheiro endurecido. Sinto-me cansado e doente. Este desconhecido seria um peso insuportável. Temos frio e tempestade. Precisamos chegar a aldeia próxima sem perda de minutos. E avançou para adiante em largas passadas. O viajor de bom sentimento, contudo, inclinou-se para o menino estendido, demorou-se alguns minutos colando-o paternalmente ao próprio peito, e aconchegando-o ainda mais, marchou adiante, embora menos rápido. A chuva gelada caiu metódica pela noite adentro, mas ele, amparando o valioso fardo, depois de muito tempo, atingiu a hospedaria do povoado que buscava. Com enorme surpresa, porém, não encontrou aí o colega que havia seguido na frente. Somente no dia imediato, depois de minuciosa procura, foi o infeliz viajante encontrado sem vida numa vala do caminho alagado. Seguindo a pressa e a sós, com a idéia egoísta de preservar-se, não resistiu a onda de frio que se fizera violenta, e tombou encharcado, sem recursos com que pudesse fazer face ao congelamento. Enquanto que o companheiro, recebendo em troca o suave calor da criança que sustentava junto do próprio coração, superou os obstáculos da noite frígida, salvando-se de semelhante desastre. Descobrira a sublimidade do auxílio mútuo. Ajudando o menino abandonado, ajudara a si mesmo. Avançando com sacrifício para ser útil a outrem, conseguira triunfar dos percalços do caminho, alcançando as bênçãos da salvação recíproca. ..................................... As mais eloqüentes e exatas testemunhas de um homem perante o Pai Supremo são as suas próprias obras. Aqueles que amparamos constituem nosso sustentáculo. O coração que amparamos constitui-se agora ou mais tarde, em recurso a nosso favor. Ninguém duvide! Um homem sozinho é simplesmente um adorno vivo da solidão, mas aquele que coopera em benefício do próximo é credor do auxílio comum. Ajudando, seremos ajudados. Dando, receberemos. Esta é a Lei Divina.

2 de mar de 2009

UM POTE RACHADO

Um carregador de água levava dois potes grandes, pendurados em cada ponta de uma vara, sobre os ombros. Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do Mestre; o pote rachado chegava sempre pela metade. Assim foi durante dois anos. Diariamente, o carregador entregava um pote e meio de água na casa de seu Mestre. O pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentia-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do trabalho que deveria fazer. Um dia decidiu e falou para o homem, à beira do poço: "Estou envergonhado, e quero pedir-te desculpas." "Por quê?" Perguntou o homem. - "De que estás envergonhado?" "Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho até a casa de teu senhor. Por causa do meu defeito, tens que fazer todo esse trabalho, e não ganhas o salário completo dos teus esforços." O homem ficou triste pelo sentimento do velho pote, e disse-lhe amorosamente: "Quando retornarmos para a casa de meu senhor, quero que admires as flores ao longo do caminho." De facto, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao longo de todo o caminho, e isto alegrou-o. Mas, ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha. Disse o homem ao pote: "Notaste que pelo caminho só havia flores no teu lado? Eu, ao conhecer teu defeito, transformei-o em vantagem. Lancei sementes de flores no teu lado do caminho, e cada dia, enquanto voltamos do poço, tu as regas. Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa de meu senhor. Se não fosses do jeito que és, meu Mestre não teria essa beleza em sua casa." Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos. Todos nós somos potes rachados. Se permitirmos, o Senhor vai usar estes nossos defeitos para embelezar a mesa de Seu Pai. Na grandiosa economia de Deus, nada se perde. Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos; se o reconhecermos, eles poderão proporcionar beleza. Das nossas fraquezas, podemos tirar forças.

Plantando um Sonho!

Citação:

Os pensamentos são considerados os movimentos do coração

Portanto se vc ama seu coração vigiai vossos pensamentos!!!

Adoráveis Bebês